Francisco Carlos Palomanes Martinho

 

 

 

 

O pesquisador é a favor da manutenção do Ministério da Ciência, Tecnologia Inovação, contra a redução de verbas para a produção científica, a favor do retorno à normalidade democrática com a volta do governo da presidenta eleita e o respeito à Constituição Cidadã de 1988. Graduado em História pela Universidade Federal Fluminense - UFF (1989). Mestre em História Contemporânea pela UFF (1994) e doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2000). Atuou como Investigador Visitante junto ao Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa entre março e agosto de 2007. Professor Livre Docente de História Ibérica junto ao Departamento de História da Universidade de São Paulo - USP. Bolsista de Produtividade do CNPq desde 2003. Suas pesquisas se concentram na análise dos intelectuais, do pensamento conservador-autoritário e das identidades nacionais no Portugal Contemporâneo.

Sala: L1
E-mail: fcpmartinho@gmail.com
Currículo Lattes
Linhas de pesquisa:História Política; História Intelectual e dos Intelectuais; História das Instituições.

Orientações
Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado
 
Publicações
MARTINHO, F. C. P. O Estado Novo e a historiografia portuguesa: sobre a questão do fascismo. In: FREIRE, A; NUNES, J. P (Organização). Historiografias portuguesa e brasileira no século XX. Coimbra: Ed. Universidade de Coimbra, 2013, p. 111-146.
MARTINHO, F. C. P. A extrema direita portuguesa em dois momentos. In: Studia Histórica. Historia Contemporanea. Revista do Departamento de História da Universidade de Salamanca. Issn: 0213-2087. Vol. 30, 2012. 
MARTINHO, F. C. P. A monografia de um tempo português. In: Tempo. Revista do Departamento de História da UFF. V. 31, 2012. p. 313-316.
MARTINHO, F. C. P. & FREIRE, A. Lembrar Abril: as historiografias brasileira e portuguesa e o problema da transição para a democracia. In: História da Historiografia. Vol. 10, p. 124, 2012.
MARTINHO, F. C. P. Um outro intelectual: perspectivas historiográficas contemporâmeas. In: História da Historiografia. V. 9. p. 284-291.
MARTINHO, F. C. P; LIMONCIC, F (Org). Intelectuais do anti-liberalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.
MARTINHO, F. C. P. Corporativismo e organização do trabalho no Estado Novo português. In: Didier Musiedlak. (Org.). Les Expériences Corporatives dasn l'Aire Latine. Berne: Peter Lang, 2010, v. 53, p. 325-344.

Francisco Cabral Alambert Junior

 

 

 

 

Professor do Departamento de História da Universidade de São Paulo. Possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1987), mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo (1991) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1998). Foi conselheiro do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico e pesquisador-bolsista em Produtividade do CNPQ. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Social da Arte e da Cultura, atuando principalmente nos seguintes temas: história da cultura, história da arte, intelectuais, modernismo e critica de arte.

Sala: Corredor (gabinete - V)
E-mail: alambert@usp.br
Currículo Lattes
Linhas de Pesquisa: História da Arte, Mundo Contemporâneo/ Brasil Contemporâneo

Francisco Assis de Queiroz

 

 

 

 

Possui bacharelado (1992) e doutorado em História Social/História da Ciência pela Universidade de São Paulo (1999), com incursões não lineares por outros campos, incluindo em outros momentos tentativas de esforços autodidáticos. Foi professor na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e na Universidade Estadual Paulista (UNESP). Professor de história da ciência na USP, é autor de A Revolução Microeletrônica: Pioneirismos Brasileiros e Utopias Tecnotrônicas (Annablume/FAPESP, 2007), entre outros trabalhos sobre história da ciência e tecnologia e polítca científica no Brasil. 

Sala: N3
E-mail: frantota@uol.com.br
Currículo Lattes
Linhas de Pesquisa: História da Ciência

Flávio de Campos

 

 

 

 

Formado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1986), mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (1993) e doutor em História Social também pela USP (2000). Professor de História Medieval do Departamento de História da Universidade de São Paulo. Desenvolve pesquisas sobre a História dos Jogos desde a Idade Média até a Época Contemporânea. Professor do curso de pós-graduação História Sóciocultural do Futebol. Pesquisador-visitante da Universidade Nova de Lisboa financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian (2004-2005). Pesquisador-visitante da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (2005 e 2007). Coordenador do convênio USP/Cofecub (2005-2008). É o coordenador do LUDENS (Núcleo Interdisciplinar de Estudos Sobre Futebol e Modalidades Lúdicas) que integra pesquisadores da USP, Unicamp, Unesp e Unifesp. 

Sala: J2
E-mail: flaviodecampos@usp.br
Currículo Lattes
Linhas de Pesquisa:História da Cultura, Europa Medieval

Everaldo de Oliveira Andrade

 

 

 

 

Graduado em História pela Universidade de São Paulo (USP), possui mestrado e doutorado em História Econômica pela mesma universidade, onde desenvolveu pesquisa de pós-doutorado entre 2012-2013. Professor de História contemporânea no departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (USP), com credenciamento no programa de pós-graduação em História Econômica. Membro da Diretoria da Associação Nacional de História - SP na gestão 2011-2012 e atualmente membro do Conselho Consultivo. Foi coordenador da área de História Contemporânea no período 2015-2016. Tem experiência docente e publicações na área de ensino e pesquisa de História, em História contemporânea, História da América e História econômica. Atualmente é coordenador do programa de pós-graduação em História Econômica da USP. (Texto informado pelo autor)

Sala: H1
E-mail: everaldoandrade@usp.br
Currículo Lattes
Linha de Pesquisa: História contemporânea, História da América e Teoria e metodologias do ensino e pesquisa em História.

Elias Thomé Saliba

 

 

 

 

Possui Graduação, mestrado e doutorado em História(1982) e Livre Docência em Teoria da História(2000) pela USP. Professor Titular do Depto. de História da USP, desde 1990; especializou-se em História da Cultura, com ênfase no Brasil do período republicano. É pesquisador 1 do CNPq e membro da Associação Internacional de Historiadores do Humor. É professor de Teoria da História na USP desde 1990, onde também foi coordenador da pós-graduação e atualmente desenvolve pesquisas na área de história cultural do humor brasileiro.Publicou ainda artigos e capítulos de livros relacionados à área de Teoria e Epistemologia da História, Metodologia e História da historiografia. Exerceu - e ainda exerce - inúmeras atividades de consultoria em orgãos diversos, instituições de pesquisa (FAPESP, CAPES, CNPq, Instituto Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores, MEC e rede SciELO) editoras e participa de inúmeros conselhos editoriais de publicações especializadas nacionais e internacionais. Atua também na área de divulgação científica, sendo colaborador em vários meios da imprensa escrita, com circulação nacional e internacional. Seus estudos, cursos e seminários mais recentes giram em torno da história cultural do humor no Brasil, envolvendo as diversas linguagens da representação cultural. É líder do grupo de pesquisa A polifonia da produção humorística brasileira, certificado pelo CNPq.(site: https://humorhistoria.wordpress.com/) Entre seus trabalhos mais importantes, sucessivamente reeditados, estão o livro Raízes do Riso(Cia. das Letras,3a.ed.,2010); o capítulo A dimensão cômica da vida privada na República IN História da Vida Privada no Brasil, vol. 3 (13 a. ed.,Cia. das Letras, 2015) - e o mais recente, o capítulo Cultura: as apostas na República, que integra o volume 3 de coleção História do Brasil-Nacão, 1808-2010 (Objetiva/Fundaccion Mapfre, 2014).É pesquisador 1 do CNPQ desde 1998.

Sala: J3
E-mail: etsaliba@yahoo.com.br
Currículo Lattes
Linhas de pesquisa: História da Cultura.

Orientação dada
Mestrado e doutorado.

 

Eduardo Natalino dos Santos

 

 

 

 

Bacharel e licenciado em História pela Universidade de São Paulo (USP), entre 1992 e 1995, onde também realizou seu mestrado e doutorado em História Social, entre 1997 e 2005. Fez cursos, estágios e pesquisas bibliográficas na Universidad Nacional Autónoma de México, entre 1998 e 1999 e entre 2002 e 2003, e na Stanford University, em 2004. É professor doutor no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP desde 2006, onde leciona principalmente as disciplinas História da América Pré-hispânica e História da América Colonial e se dedica a pesquisas sobre as concepções de história e de cosmogonia dos povos mesoamericanos e andinos, de tempos pré-hispânicos e coloniais. Além de vários artigos, publicou seu mestrado com o título “Deuses do México indígena. Estudo comparativo entre narrativas espanholas e nativas” – seu doutorado está no prelo e será publicado até o final de 2009 com o título “Tempo, espaço e passado na Mesoamérica. O calendário, a cosmografia e a cosmogonia nos códices e textos nahuas”. É um dos membros-fundadores do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP (www.fflch.usp.br/cema), que realiza, desde 2000, atividades sobre História e Arqueologia dessas duas regiões da América Indígena, tais como colóquios, seminários permanentes, grupo de estudo de nahuatl e quéchua etc. Possui também experiência no ensino de História nos níveis fundamental e médio, nos quais trabalhou entre 1992 e 1996 e para os quais escreveu um livro paradidático intitulado "Cidades Pré-hispânicas do México e América Central".

Sala: Corredor (gabinete - R)
E-mail: natalino@usp.br
Currículo Lattes
Linhas de pesquisa:História da Cultura e História Política / Temas: História da América Pré-hispânica (Mesoamérica e Andes); História Indígena Colonial; Fontes nativas mesoamericanas e andinas (pré-hispânicas e coloniais).

 
Projeto de Pesquisa Atual
 
História e cosmogonia segundo as elites mesoamericanas e andinas: características e transformações em tempos pré-hispânicos e coloniais.
As explicações históricas e cosmogônicas dos povos mesoamericanos partiam de pressupostos bastante distintos dos que fundamentavam o pensamento da cristandade ocidental no início da época Moderna – pensava-se, por exemplo, que o mundo natural havia passado por grandes transformações desde sua criação inicial e que o ser humano havia sido criado mais de uma vez. Além disso, tais explicações empregavam concepções de tempo, espaço e agentes que também eram muito distintas das que pautavam o pensamento dos cristãos – acreditava-se, por exemplo, que a fronteira entre deuses e homens era transponível e frequentemente ultrapassada nos dois sentidos. Sem perceber ou valorizar essas distinções, ou interpretando-as segundo seus próprios pressupostos e cânones, os cristãos que escreveram sobre a história e a cosmogonia dos povos mesoamericanos durante o início do período colonial legaram um conjunto de fontes que tem influenciado fortemente a visão dos estudiosos sobre esses temas, apesar de, muitas vezes, portar mais informações e características do pensamento cristão-ocidental do que do pensamento mesoamericano. Analisar as fontes nativas para detectar e explicar as particularidades das concepções mesoamericanas de tempo, espaço, agente e passado, bem como as funções políticas e transformações dessas concepções durante a passagem do período pré-hispânico ao colonial, foi um dos principais objetivos das pesquisas anteriores, que abordaram centralmente os povos nahuas. Baseando-se nos resultados dessas pesquisas, as novas investigações, realizadas desde 2006, perseguem, basicamente, dois objetivos. O primeiro é analisar as concepções de tempo, espaço e agente nos textos históricos e cosmogônicos dos maias e mixtecos com o mesmo grau de profundidade e detalhamento que dedicamos aos nahuas nas pesquisas anteriores, nas quais as fontes maias e mixtecas foram estudadas de modo secundário, apenas para dar suporte comparativo ao caso nahua. Com isso, será obtido um painel mais equitativo sobre o comportamento desses temas de investigação nas diversas sub-regiões mesoamericanas, o qual permitirá diálogos e debates tanto com a produção acadêmica que trata especificamente de cada sub-região como com a que se dedica a tratar da Mesoamérica de modo mais amplo e geral. O segundo objetivo é estender o tipo de pesquisa realizado sobre a Mesoamérica para os Andes Centrais, a outra macrorregião da América Indígena que contou com sociedades estatais – e, por vezes, expansionistas – no período pré-hispânico, cujas redes de poder e elites dirigentes, assim como na Mesoamérica, foram peças fundamentais para as conquistas “castelhanas” e para o estabelecimento e permanência dos europeus durante o primeiro século do período Colonial. Em outras palavras, o objetivo é investigar, nas fontes nativas, particularidades das concepções de história e cosmogonia das elites andinas, que não se encontram nos escritos de origem cristão-colonial, bem como analisar os principais usos políticos e transformações dessas concepções na passagem do período pré-hispânico ao colonial, mapeando diferenças e semelhanças em relação ao caso da Mesoamérica.

Dario Horácio Gutierrez Gallardo

 

 

 

 

HORACIO GUTIÉRREZ é mestre (1989), doutor (1997) e livre-docente em História (2008) pela Universidade de São Paulo, e bacharel em Economia (1979) pela Universidad de Chile. Foi professor da Universidade Estadual Paulista e da Universidade Federal de Goiás e, no exterior, visitante na Universidad de Santiago de Chile e na Universidad Nacional de Tucumán, Argentina. Atualmente é professor titular da Universidade de São Paulo e Diretor do Centro de Estudos de História da América Latina (CEDHAL). Leciona, pesquisa e orienta na área de História da América, em particular nos seguintes temas: identidades americanas, escravidão, história agrária e história demográfica.

Sala: O4
E-mail: horaciog@usp.br
Currículo Lattes
Linhas de pesquisa: Identidades americanas; História agrária; História da escravidão.

Orientação dada
Mestrado e doutorado.
 
Algumas publicações
  • Horacio Gutiérrez. Fronteira indígena, nação e identidades: Chile no século XIX. Em: Fronteiras: paisagens, personagens, identidades, organização de Horacio Gutiérrez, Márcia Naxara & Maria Aparecida de Souza Lopes. São Paulo: Olho d’Água, 2003, p. 115-132.
  • Horacio Gutiérrez. A estrutura fundiária no Paraná antes da imigração. Estudos de História, Franca, v. 8, n. 2, 2001, p. 209-232.
  • Horacio Gutiérrez. O tráfico de crianças escravas para o Brasil durante o século XVIII. Revista de História, São Paulo, n. 120, 1989, p. 59-72.

Daniel Strum

 

 

 

 

É professor e pesquisador do Departamento de História da Universidade de São Paulo, na área de Brasil Colônia. Foi pesquisador visitante na Universidade de Yale e pós-doutorando na Universidade de Stanford. É mestre e doutor em história pela Universidade Hebraica em Jerusalém e graduado em economia pela Universidade de São Paulo. Pesquisa os instrumentos, estratégias e mecanismos ? oficiais e informais ? que promoviam a integração e expansão dos mercados no comércio transatlântico no período colonial e os condicionamentos tecnológicos, políticos, sociais, legais e religiosos a que estava sujeito.

Sala: L4
Email: danistrum@gmail.com
Currículo Lattes

Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron

 

 

 

 

Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron. Professor Titular de História da Universidade de São Paulo. Diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (Universidade de São Paulo). Membro da Academia Ambrosiana, Classe di Studi Borromaici (Milão, Itália). Foi professor visitante da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1997, 2002, 2007, 2013, 2014 e 2016) e da Universidad Internacional de Andalucía (2004); foi também pesquisador convidado do Musée du Quai Branly (2009). Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1985), mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo (1991), doutorado em Histoire et Civilisations pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França (1998) e livre-docência em História Moderna pela Universidade de São Paulo (2010). É pesquisador do CNPq (nível I-C) desde 2003. Realiza pesquisas sobre a escravidão indígena e africana, sobre a legislação indigenista na América de colonização portuguesa e espanhola e sobre o pensamento jurídico moderno (com ênfase nas obras produzidas pelos teólogos da Companhia de Jesus e por juristas espanhóis e portugueses).
 

Sala:N4
E-mail: zeron@usp.br
Curriculum Lattes
Linhas de pesquisa: Escravidão e história Atlântica (História Social); História das idéias políticas (História Social).
 
Orientação dada
Mestrado
 
Projetos
Projeto 1«Bem comum» e «utilidade pública»: o «bom governo» dos índios nas Américas de colonização portuguesa e espanhola? (Bolsa de produtividade em pesquisa, PQ-II, do CNPq) Resumo: ?Estudo das noções de «bem comum» e «utilidade pública» na definição do «bom governo» dos ameríndios. A pesquisa que desenvolvemos com este projeto busca compreender a dimensão jurídica dos aldeamentos indígenas administrados pelos portugueses, e a compreensão diversa que deles tiveram os conselheiros do rei, os governadores, os camaristas, os missionários, os moradores e os próprios indígenas. Contudo, se é certo que existiu uma produção teórica importante sobre a questão da incorporação dos indígenas à sociedade colonial no reino de Portugal (desenvolvida particularmente por teólogos jesuítas, nas universidades portuguesas), ela foi relativamente escassa na sua colônia americana. Por isso, pretendemos desenvolver um estudo comparativo com o processo equivalente que se desenvolveu na América de colonização espanhola. Pretendemos referenciar a discussão jurídica que fundamentou a montagem da sociedade colonial portuguesa na América nos conceitos equivalentes que embasaram a mesma discussão no contexto da América espanhola. Pretendemos caracterizar as semelhanças e as diferenças havidas nos processos de construção da sociedade colonial, num e noutro contexto americano, apontando simultaneamente as semelhanças e as diferenças relativamente ao campo semântico dos principais conceitos que encontramos na tratadística e na documentação circunstanciada produzida nos momentos de crise que influíram na definição da política indigenista portuguesa e espanhola.

Projeto 2: «A lei que lhes hão de dar»: aldeamentos jesuíticos e instituição da sociedade civil no contexto colonial (c.1550 - c.1730). Ao longo dos dois séculos de sua primeira existência, a Companhia de Jesus se notabilizou por pretender assegurar uma intervenção na vida social e política, na Europa como no ultramar, marcada pela uniformização doutrinária: o preceito de obediência que estruturava o seu funcionamento interno deveria determinar igualmente suas várias formas de ação no mundo. Essa pretensão acabou por constituir elemento importante nas interpretações da face política das atividades da Companhia de Jesus, realizadas pelas gerações de historiadores que, desde sua extinção, têm se dedicado a estudar seu passado. Contudo, estudos recentes evidenciam que nem sempre este preceito uniformizador se realizava. O presente projeto de pesquisa pretende examinar a diversidade de propostas existentes no interior da Companhia de Jesus, durante os séculos XVI e XVII, com relação à administração dos aldeamentos reais e, especificamente, com relação à sua estruturação espacial e às formas de exploração do trabalho indígena.

Projeto 3: «Quinto Império e pertencimento nacional». O último quarto do século XVII foi vivido como um momento de dilaceramento interno da Província jesuítica do Brasil: o consenso interno, prevalecente há um século e meio, quanto à necessidade de os próprios missionários assumirem a administração temporal dos aldeamentos indígenas foi contestada pela primeira vez, de maneira organizada, por um grupo dissidente. Antonio Vieira procurou desqualificar essa disputa interna como uma conspiração de jesuítas estrangeiros que, articulados aos padres brasilienses, se opunham aos missionários portugueses para negociar um acordo com os escravocratas paulistas. Do seu ponto de vista, tal acordo, caso fosse concretizado, seria fatal para os índios (do ponto de vista da sua salvação espiritual tanto quanto de sua existência física) e, extensivamente, um entrave ao cumprimento do destino messiânico de Portugal de fundar o Quinto Império ou Reino Consumado de Cristo. Nesta pesquisa, pretendo analisar como o pertencimento nacional foi problematizado por diferentes missionários em atividade no Brasil ? e particularmente por aquele que mais ampla e enfaticamente explorou essa temática, Antonio Vieira ? tomando como base um conjunto de cartas escritas entre o final do século XVII e o início do século XVIII.