Professor Titular

Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron

 

 

 

 

Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron. Professor Titular de História da Universidade de São Paulo. Diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (Universidade de São Paulo). Membro da Academia Ambrosiana, Classe di Studi Borromaici (Milão, Itália). Foi professor visitante da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1997, 2002, 2007, 2013, 2014 e 2016) e da Universidad Internacional de Andalucía (2004); foi também pesquisador convidado do Musée du Quai Branly (2009). Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1985), mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo (1991), doutorado em Histoire et Civilisations pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França (1998) e livre-docência em História Moderna pela Universidade de São Paulo (2010). É pesquisador do CNPq (nível I-C) desde 2003. Realiza pesquisas sobre a escravidão indígena e africana, sobre a legislação indigenista na América de colonização portuguesa e espanhola e sobre o pensamento jurídico moderno (com ênfase nas obras produzidas pelos teólogos da Companhia de Jesus e por juristas espanhóis e portugueses).
(Texto informado pelo autor)

Sala:N4
E-mail: zeron@usp.br
Curriculum Lattes
Linhas de pesquisa: Escravidão e história Atlântica (História Social); História das idéias políticas (História Social).
 
Orientação dada
Mestrado
 
Projetos
Projeto 1«Bem comum» e «utilidade pública»: o «bom governo» dos índios nas Américas de colonização portuguesa e espanhola? (Bolsa de produtividade em pesquisa, PQ-II, do CNPq) Resumo: ?Estudo das noções de «bem comum» e «utilidade pública» na definição do «bom governo» dos ameríndios. A pesquisa que desenvolvemos com este projeto busca compreender a dimensão jurídica dos aldeamentos indígenas administrados pelos portugueses, e a compreensão diversa que deles tiveram os conselheiros do rei, os governadores, os camaristas, os missionários, os moradores e os próprios indígenas. Contudo, se é certo que existiu uma produção teórica importante sobre a questão da incorporação dos indígenas à sociedade colonial no reino de Portugal (desenvolvida particularmente por teólogos jesuítas, nas universidades portuguesas), ela foi relativamente escassa na sua colônia americana. Por isso, pretendemos desenvolver um estudo comparativo com o processo equivalente que se desenvolveu na América de colonização espanhola. Pretendemos referenciar a discussão jurídica que fundamentou a montagem da sociedade colonial portuguesa na América nos conceitos equivalentes que embasaram a mesma discussão no contexto da América espanhola. Pretendemos caracterizar as semelhanças e as diferenças havidas nos processos de construção da sociedade colonial, num e noutro contexto americano, apontando simultaneamente as semelhanças e as diferenças relativamente ao campo semântico dos principais conceitos que encontramos na tratadística e na documentação circunstanciada produzida nos momentos de crise que influíram na definição da política indigenista portuguesa e espanhola.

Projeto 2: «A lei que lhes hão de dar»: aldeamentos jesuíticos e instituição da sociedade civil no contexto colonial (c.1550 - c.1730). Ao longo dos dois séculos de sua primeira existência, a Companhia de Jesus se notabilizou por pretender assegurar uma intervenção na vida social e política, na Europa como no ultramar, marcada pela uniformização doutrinária: o preceito de obediência que estruturava o seu funcionamento interno deveria determinar igualmente suas várias formas de ação no mundo. Essa pretensão acabou por constituir elemento importante nas interpretações da face política das atividades da Companhia de Jesus, realizadas pelas gerações de historiadores que, desde sua extinção, têm se dedicado a estudar seu passado. Contudo, estudos recentes evidenciam que nem sempre este preceito uniformizador se realizava. O presente projeto de pesquisa pretende examinar a diversidade de propostas existentes no interior da Companhia de Jesus, durante os séculos XVI e XVII, com relação à administração dos aldeamentos reais e, especificamente, com relação à sua estruturação espacial e às formas de exploração do trabalho indígena.

Projeto 3: «Quinto Império e pertencimento nacional». O último quarto do século XVII foi vivido como um momento de dilaceramento interno da Província jesuítica do Brasil: o consenso interno, prevalecente há um século e meio, quanto à necessidade de os próprios missionários assumirem a administração temporal dos aldeamentos indígenas foi contestada pela primeira vez, de maneira organizada, por um grupo dissidente. Antonio Vieira procurou desqualificar essa disputa interna como uma conspiração de jesuítas estrangeiros que, articulados aos padres brasilienses, se opunham aos missionários portugueses para negociar um acordo com os escravocratas paulistas. Do seu ponto de vista, tal acordo, caso fosse concretizado, seria fatal para os índios (do ponto de vista da sua salvação espiritual tanto quanto de sua existência física) e, extensivamente, um entrave ao cumprimento do destino messiânico de Portugal de fundar o Quinto Império ou Reino Consumado de Cristo. Nesta pesquisa, pretendo analisar como o pertencimento nacional foi problematizado por diferentes missionários em atividade no Brasil ? e particularmente por aquele que mais ampla e enfaticamente explorou essa temática, Antonio Vieira ? tomando como base um conjunto de cartas escritas entre o final do século XVII e o início do século XVIII.

Carlos Guilherme Santos Serôa da Mota

Possui Graduação em História pela Universidade de São Paulo (1963), Mestrado em História Moderna e Contemporânea pela Universidade de São Paulo (1967) e Doutorado em História Moderna e Contemporânea pela Universidade de São Paulo (1970). Atualmente é professor titular na Universidade Presbiteriana Mackenzie e professor emérito da FFLCH USP. Foi consultor e professor visitante no Centro de Estudos Brasileños da Universidad de Salamanca, professor visitante das Universidades de Londres, Texas e da Escola de Altos Estudos (Paris). É Presidente do Comitê Científico da Universidade Presbiteriana Mackenzie, ex-Diretor (fundador) do Instituto de Estudos Avançados da USP, ex-Professor titular do IFCH da UNICAMP, um dos fundadores do Memorial da América Latina, ex-Diretor do Arquivo do Estado de São Paulo, consultor da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, assessoria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e consultor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, membro do conselho editorial da Revista Minius (Universidade de Vigo) e da Revista Estudos Avançados (USP), Revista Eletrônica Intellectus e da Revista Eletrônica Aedificandi. Tem experiência na área de História, com ênfase em História da Cultura e das Ideologias, atuando principalmente nos seguintes temas: arquitetura, urbanismo, Direito e mentalidades. Medalha da Cidade de Paris (1998). (Texto informado pelo autor)

E-mail:
Curriculum Lattes
Linhas de pesquisa:

Carlos Roberto Figueiredo Nogueira

 

 

 

 

Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1971) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1981). Atualmente é professor Titular da Universidade de São Paulo e Decano do Departamento de História. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Medieval, atuando principalmente nos seguintes temas: Idade média, Portugal, Espanha, igreja, cristianismo e feitiçaria. Atualmente pesquisa o reinado de Pedro I de Portugal e a Crise do século XIV. Acadêmico correspondente da Academia Portuguesa da História, é coordenador do GEMPO, ligado à Cátedra Jaime Cortesão e integrado por pesquisadores da USP, UFRJ, Universidade de Lisboa, Universidade de Coimbra, Universidade do Porto e l'Université de Poitiers/ Centre de Etudes Superieures de Civilisation Médiévale, cuja Linha de Pesquisa é "Poder e Relações de Solidariedade em Portugal Medieval" http://www.fflch.usp.br/cjc/gempo/ (Texto informado pelo autor)

Sala: O2
E-mail: crfnogue@usp.br
Curriculum Lattes
Linhas de Pesquisa: História Política, História da Cultura, Europa Medieval

Dario Horácio Gutierrez Gallardo

 

 

 

 

HORACIO GUTIÉRREZ é mestre (1989), doutor (1997) e livre-docente em História (2008) pela Universidade de São Paulo, e bacharel em Economia (1979) pela Universidad de Chile. Foi professor da Universidade Estadual Paulista e da Universidade Federal de Goiás e, no exterior, visitante na Universidad de Santiago de Chile e na Universidad Nacional de Tucumán, Argentina. Atualmente é professor titular da Universidade de São Paulo e Diretor do Centro de Estudos de História da América Latina (CEDHAL). Leciona, pesquisa e orienta na área de História da América, em particular nos seguintes temas: identidades americanas, escravidão, história agrária e história demográfica. (Texto informado pelo autor)

Sala: O4
E-mail: horaciog@usp.br
Currículo Lattes
Linhas de pesquisa: Identidades americanas; História agrária; História da escravidão.

Orientação dada
Mestrado e doutorado.
 
Algumas publicações
  • Horacio Gutiérrez. Fronteira indígena, nação e identidades: Chile no século XIX. Em: Fronteiras: paisagens, personagens, identidades, organização de Horacio Gutiérrez, Márcia Naxara & Maria Aparecida de Souza Lopes. São Paulo: Olho d’Água, 2003, p. 115-132.
  • Horacio Gutiérrez. A estrutura fundiária no Paraná antes da imigração. Estudos de História, Franca, v. 8, n. 2, 2001, p. 209-232.
  • Horacio Gutiérrez. O tráfico de crianças escravas para o Brasil durante o século XVIII. Revista de História, São Paulo, n. 120, 1989, p. 59-72.

Elias Thomé Saliba

 

 

 

 

Possui Graduação, mestrado e doutorado em História(1982) e Livre Docência em Teoria da História(2000) pela USP. Professor Titular do Depto. de História da USP, desde 1990; especializou-se em História da Cultura, com ênfase no Brasil do período republicano. É pesquisador 1 do CNPq e membro da Associação Internacional de Historiadores do Humor. É professor de Teoria da História na USP desde 1990, onde também foi coordenador da pós-graduação e atualmente desenvolve pesquisas na área de história cultural do humor brasileiro.Publicou ainda artigos e capítulos de livros relacionados à área de Teoria e Epistemologia da História, Metodologia e História da historiografia. Exerceu - e ainda exerce - inúmeras atividades de consultoria em orgãos diversos, instituições de pesquisa (FAPESP, CAPES, CNPq, Instituto Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores, MEC e rede SciELO) editoras e participa de inúmeros conselhos editoriais de publicações especializadas nacionais e internacionais. Atua também na área de divulgação científica, sendo colaborador em vários meios da imprensa escrita, com circulação nacional e internacional. Seus estudos, cursos e seminários mais recentes giram em torno da história cultural do humor no Brasil, envolvendo as diversas linguagens da representação cultural. É líder do grupo de pesquisa A polifonia da produção humorística brasileira, certificado pelo CNPq.(site: https://humorhistoria.wordpress.com/) Entre seus trabalhos mais importantes, sucessivamente reeditados, estão o livro Raízes do Riso(Cia. das Letras,3a.ed.,2010); o capítulo A dimensão cômica da vida privada na República IN História da Vida Privada no Brasil, vol. 3 (13 a. ed.,Cia. das Letras, 2015) - e o mais recente, o capítulo Cultura: as apostas na República, que integra o volume 3 de coleção História do Brasil-Nacão, 1808-2010 (Objetiva/Fundaccion Mapfre, 2014).É pesquisador 1 do CNPQ desde 1998. (Texto informado pelo autor)

Sala: J3
E-mail: etsaliba@yahoo.com.br
Currículo Lattes
Linhas de pesquisa: História da Cultura.

Orientação dada
Mestrado e doutorado.

 

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