Docentes Ativos

Ângelo de Oliveira Segrillo

 

 

 

 

Ângelo de Oliveira Segrillo é professor Livre Docente de história contemporânea no Departamento de História da Universidade de São Paulo. É responsável pela disciplina História Contemporânea com ênfase em Ásia. Coordena o Laboratório de Estudos da Ásia do Departamento de História da USP. Graduou-se pela Southwest Missouri State University (EUA), cursou mestrado no Instituto Pushkin de Moscou (Rússia) e doutorado na Universidade Federal Fluminense. É especialista em história da Rússia e ex-URSS eurasiana. Sua tese de doutorado foi considerada pioneira na historiografia brasileira por ter sido a primeira tese acadêmica nacional sobre a história da Rússia/URSS baseada em pesquisa direta nos antigos arquivos classificados soviéticos e fontes primárias russas originais. É autor de diversos livros e artigos sobre a história da Rússia, entre os quais: O Declínio da URSS: um estudo das causas (ed. Record), De Gorbachev a Putin (ed. Prismas), Rússia: Europa ou Ásia (ed. Prismas), Rússia e Brasil em Transformação (ed. 7letras) e Os Russos (ed. Contexto). Seus trabalhos se inscrevem na interface entre história, ciência política e relações internacionais.
(Texto informado pelo autor)

Sala: Corredor
E-mail: angelosegrillo@yahoo.com
Currículo Lattes
Homepage: http://www.angelosegrillo.blogspot.com
Linhas de pesquisa: História política

Algumas publicações
  • As publicações poderão ser encontradas na Homepage do professor.

Antonia Terra de Calazans Fernandes

 

 

 

 

Possui graduação, licenciatura e mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1997). Foi professora do Departamento de História da PUC-SP. Atualmente é professora do Departamento de História da FFLCH - USP. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Métodos e Técnicas de Ensino de História, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino de história, formação de professores, livros didáticos, educação de jovens e adultos, memória e currículo de história.
(Texto informado pelo autor)

Sala: Corredor
E-mail: antoniacalazans@gmail.com
Currículo Lattes
Linha de pesquisa: Ensino de História Indígena, Ensino de História, História Oral.

Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron

 

 

 

 

Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron. Professor Titular de História da Universidade de São Paulo. Diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (Universidade de São Paulo). Membro da Academia Ambrosiana, Classe di Studi Borromaici (Milão, Itália). Foi professor visitante da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1997, 2002, 2007, 2013, 2014 e 2016) e da Universidad Internacional de Andalucía (2004); foi também pesquisador convidado do Musée du Quai Branly (2009). Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1985), mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo (1991), doutorado em Histoire et Civilisations pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França (1998) e livre-docência em História Moderna pela Universidade de São Paulo (2010). É pesquisador do CNPq (nível I-C) desde 2003. Realiza pesquisas sobre a escravidão indígena e africana, sobre a legislação indigenista na América de colonização portuguesa e espanhola e sobre o pensamento jurídico moderno (com ênfase nas obras produzidas pelos teólogos da Companhia de Jesus e por juristas espanhóis e portugueses).
(Texto informado pelo autor)

Sala:N4
E-mail: zeron@usp.br
Curriculum Lattes
Linhas de pesquisa: Escravidão e história Atlântica (História Social); História das idéias políticas (História Social).
 
Orientação dada
Mestrado
 
Projetos
Projeto 1«Bem comum» e «utilidade pública»: o «bom governo» dos índios nas Américas de colonização portuguesa e espanhola? (Bolsa de produtividade em pesquisa, PQ-II, do CNPq) Resumo: ?Estudo das noções de «bem comum» e «utilidade pública» na definição do «bom governo» dos ameríndios. A pesquisa que desenvolvemos com este projeto busca compreender a dimensão jurídica dos aldeamentos indígenas administrados pelos portugueses, e a compreensão diversa que deles tiveram os conselheiros do rei, os governadores, os camaristas, os missionários, os moradores e os próprios indígenas. Contudo, se é certo que existiu uma produção teórica importante sobre a questão da incorporação dos indígenas à sociedade colonial no reino de Portugal (desenvolvida particularmente por teólogos jesuítas, nas universidades portuguesas), ela foi relativamente escassa na sua colônia americana. Por isso, pretendemos desenvolver um estudo comparativo com o processo equivalente que se desenvolveu na América de colonização espanhola. Pretendemos referenciar a discussão jurídica que fundamentou a montagem da sociedade colonial portuguesa na América nos conceitos equivalentes que embasaram a mesma discussão no contexto da América espanhola. Pretendemos caracterizar as semelhanças e as diferenças havidas nos processos de construção da sociedade colonial, num e noutro contexto americano, apontando simultaneamente as semelhanças e as diferenças relativamente ao campo semântico dos principais conceitos que encontramos na tratadística e na documentação circunstanciada produzida nos momentos de crise que influíram na definição da política indigenista portuguesa e espanhola.

Projeto 2: «A lei que lhes hão de dar»: aldeamentos jesuíticos e instituição da sociedade civil no contexto colonial (c.1550 - c.1730). Ao longo dos dois séculos de sua primeira existência, a Companhia de Jesus se notabilizou por pretender assegurar uma intervenção na vida social e política, na Europa como no ultramar, marcada pela uniformização doutrinária: o preceito de obediência que estruturava o seu funcionamento interno deveria determinar igualmente suas várias formas de ação no mundo. Essa pretensão acabou por constituir elemento importante nas interpretações da face política das atividades da Companhia de Jesus, realizadas pelas gerações de historiadores que, desde sua extinção, têm se dedicado a estudar seu passado. Contudo, estudos recentes evidenciam que nem sempre este preceito uniformizador se realizava. O presente projeto de pesquisa pretende examinar a diversidade de propostas existentes no interior da Companhia de Jesus, durante os séculos XVI e XVII, com relação à administração dos aldeamentos reais e, especificamente, com relação à sua estruturação espacial e às formas de exploração do trabalho indígena.

Projeto 3: «Quinto Império e pertencimento nacional». O último quarto do século XVII foi vivido como um momento de dilaceramento interno da Província jesuítica do Brasil: o consenso interno, prevalecente há um século e meio, quanto à necessidade de os próprios missionários assumirem a administração temporal dos aldeamentos indígenas foi contestada pela primeira vez, de maneira organizada, por um grupo dissidente. Antonio Vieira procurou desqualificar essa disputa interna como uma conspiração de jesuítas estrangeiros que, articulados aos padres brasilienses, se opunham aos missionários portugueses para negociar um acordo com os escravocratas paulistas. Do seu ponto de vista, tal acordo, caso fosse concretizado, seria fatal para os índios (do ponto de vista da sua salvação espiritual tanto quanto de sua existência física) e, extensivamente, um entrave ao cumprimento do destino messiânico de Portugal de fundar o Quinto Império ou Reino Consumado de Cristo. Nesta pesquisa, pretendo analisar como o pertencimento nacional foi problematizado por diferentes missionários em atividade no Brasil ? e particularmente por aquele que mais ampla e enfaticamente explorou essa temática, Antonio Vieira ? tomando como base um conjunto de cartas escritas entre o final do século XVII e o início do século XVIII.

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